Geral

Secretaria da Saúde realiza bloqueio da dengue em Porto Alegre

Bairro Cristo Redentor registrou terceiro caso da doença na Capital

Secretaria da Saúde realiza bloqueio da dengue em Porto Alegre
Secretaria da Saúde realiza bloqueio da dengue em Porto Alegre Foto : Carla Ruas
A Secretaria Municipal de Saúde realiza nesta quinta-feira o bloqueio contra a dengue no bairro Cristo Redentor, zona Norte de Porto Alegre. O trabalho deve durar até o meio da tarde. A ação é feita devido à confirmação de um novo caso da doença no bairro – um morador contraiu dengue em Pernambuco. Com esse, chega a três o número de casos neste ano na Capital gaúcha.

O coordenador da ação, o médico veterinário Luiz Felippe Kunz, explicou que o bloqueio é motivado por dois fatores: a confirmação de um caso da doença e a presença do mosquito no bairro. A obstrução consiste na aplicação de inseticida nas residências da região. 

A vigilância em saúde apela para que os moradores não deixem de abrir as portas para os técnicos e lembra que o produto é de baixa toxidade para seres humanos. A recomendação para quem tem alergia ao produto é que saia de casa por 30 minutos.

Hoje o produto está sendo aplicado nos seguintes locais:

- Avenida Assis Brasil, lado par, do 2.902 até a esquina com a rua Bernardi
- Assis Brasil, lado ímpar, entre a Rua Álvares Cabral e a Rua Adão Baino
- Álvares Cabral, da Assis Brasil até os imóveis de números 177 e 206 Fernando Cortez
- Assis Brasil até os imóveis de números 195 e 222
- Adão Baino, da Assis Brasil até o imóvel de número 165 lado ímpar e esquina Jahyr Boeira de Almeida lado par

Epidemia em cinco Estados

O Ministério da Saúde confirmou que há epidemia de dengue em municípios de cinco Estados do Brasil - Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Acre, Roraima e Goiás. Ainda segundo a pasta, com a maior movimentação de pessoas no carnaval, há maior risco de que a doença - até agora concentrada em áreas de menor densidade populacional - se espalhe.

Segundo a pasta, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Roraima, Tocantins e Piauí são os locais de maior risco por já terem a predominância do "novo" vírus. De acordo com Coelho, um fato tranquilizador é que não houve registros de aumentos significativos da doença em São Paulo, Rio, Salvador, Fortaleza ou Belo Horizonte.