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Secretaria de Direitos Humanos receberá estudantes da Ceuaca nesta segunda-feira

Grupo protesta por reativação do local como moradia universitária em Porto Alegre

Grupo protesta por reativação do local como moradia universitária em Porto Alegre
Grupo protesta por reativação do local como moradia universitária em Porto Alegre Foto : Samuel Maciel
Os manifestantes que deixaram o prédio da Casa do Estudante Universitário Aparício Cora de Almeida (Ceuaca), neste domingo, serão recebidos pela Secretaria Estadual de Justiça e Direitos Humanos na manhã desta segunda-feira. A reunião está marcada para as 10h e o objetivo do grupo é exigir a reforma e reabertura do local para o uso de universitários.

A Ceuaca começou a funcionar ainda na década de 30. De acordo com o advogado que representa o grupo, Onir Araújo, está fechada desde 2013. O advogado relata que os cerca de 50 manifestantes enfrentam dificuldades para obter moradia e querem que ele volte a ser usado para o fim a que se destina.

Os estudantes começaram a deixar o local por volta das 14h30min deste domingo. O horário era o prazo dado pela Brigada Militar para que ocorresse o esvaziamento. Diversas viaturas foram mobilizadas. Os vereadores Marcelo Sgarbossa (PT) e Fernanda Melchionna (PSol) foram ao local no começo da tarde para intermediar um acordo. Em seguida, o grupo começou a deixar o prédio, mantendo os cantos de protesto.

Também presente, o deputado estadual Pedro Ruas (PSol) defendeu os manifestantes e cobrou melhor aproveitamento com relação a prédios abandonados no Centro. “O estado está gastando sem ter um programa para moradia e desalojando pessoas que estavam dando função social a essas propriedades”, afirmou. “Vemos aqui um prédio gigantesco que está abandonado desde 2013.”

Uma estudante afirmou temer uma eventual ação violenta da Brigada Militar: “Eles iam massacrar a gente. A gente teve a escolha de sair com dignidade para poder dialogar com as pessoas”, afirmou. “A gente queria resistir, mas vimos que seríamos mesmo massacrados.”

Houve o lançamento de um gás de pimenta após os estudantes terem deixado o prédio. O tiro, contudo, foi disparado de forma acidental, de acordo com um policial militar. Um estudante passou mal, segundo apurou a Rádio Guaíba.

Eles salientaram que também apoiam o movimento Lanceiros Negros, que ocupa atualmente o prédio do Ministério Público do RS, no cruzamento de Andrade Neves e General Câmara. O prazo para a saída dessas famílias é o dia 15 de dezembro.