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Secretaria de Educação confirma retorno das aulas em escola da Capital

Instituição de Ensino Fundamental Oswaldo Vergara ganhou um novo prédio

Secretaria de Educação confirma retorno das aulas em escola da Capital
Secretaria de Educação confirma retorno das aulas em escola da Capital Foto : Vinícius Roratto
A angústia de pais e alunos pelo atraso no retorno das aulas na Escola Estadual de Ensino Fundamental Oswaldo Vergara, localizada no bairro Humaitá, na zona Norte de Porto Alegre, deve terminar nesta quarta. A Secretaria Estadual da Educação (Seduc) confirmou o retorno das atividades 16 dias depois do fim do recesso escolar de inverno. O novo prédio estava pronto, mas somente nesta terça recebeu autorização para receber os alunos. 

De acordo com Antonio Quevedo, responsável pela 1ª Coordenadoria de Educação (1ª CRE), o problema poderia ter sido resolvido de outra forma. “O prédio recebeu a liberação parcial para instalação dos móveis, mas não dos estudantes, o que causou revolta nos pais. A medida mais apropriada teria sido manter as aulas no prédio antigo até que tudo estivesse autorizado”, explicou.

Quevedo lembrou que quando a obra estava quase liberada, houve necessidade de alguns ajustes, incluindo a implantação de grades nas janelas e de qualificação no calçamento, motivando o atraso na entrega. Segundo ele, os dias parados serão recuperados. A decisão será tomada entre a Coordenadoria Pedagógica da Seduc e a direção do Oswaldo Vergara.

Pais questionam a recuperação de aulas


A situação preocupa os pais de alunos. “Telefonei para a Seduc dez vezes, fui transferido de setor para setor, fiquei uma hora e meia pendurado no telefone e nenhuma resposta. Estive na frente da escola cinco vezes com esperança de que minha filha tivesse aula”, disse o comerciante Alexandre Plate. Assim como ele, outros pais e alunos se posicionavam à entrada da escola, diariamente, na esperança de retomada do ano letivo.

A diarista Sandra Bittencourt, que tem dois filhos na Oswaldo Vergara, reclamou da falta de informação. “Por qual motivo não mantiveram as crianças no prédio velho? Como irão recuperar as aulas? Sabemos que ninguém quer ficar trabalhando em janeiro. É uma situação que prejudica a todos”, lamentou.

Para a auxiliar de serviços gerais Regina Santos da Silva, que tem quatro filhos na instituição, os dias parados foram de angústia. “Trabalho das 13h às 22h. Com esse período sem aulas as crianças acabam ficando na rua, expostas à violência e outros problemas. A Secretaria fala tanto que combate a evasão escolar, mas demora muito para entregar uma obra”, queixou-se Regina.

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