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Secretaria de Saúde alerta para possível epidemia de dengue no verão

Doença poderia atingir entre 50 mil e 200 mil habitantes da Região Metropolitana


O Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS) da Secretaria Estadual da Saúde alerta os municípios gaúchos, principalmente das regiões Metropolitana e Noroeste, para uma possível epidemia de dengue no próximo verão, caso as prefeituras não adotem as medidas necessárias para o combate ao mosquito, como a contratação de agentes para atuar na prevenção e no combate aos focos do mosquito, além de ter preparar a rede de assistências para os casos da doença.

Segundo o diretor do CEVS, Francisco Paz, existem 63 cidades gaúchas infestadas pelo mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença. É o caso de Porto Alegre, Alvorada, Viamão, Gravataí e São Leopoldo, na Região Metropolitana. “Estamos trabalhando com as prefeituras desde maio deste ano para intensificar o combater a dengue para evitar uma possível epidemia, que poderia atingir entre 50 mil e 200 mil habitantes dos 3,6 milhões da Região Metropolitana”, alertou.

Paz explicou que os números se referem aos possíveis cenários montados para fins de planejamento de ação. Segundo ele, se ocorrer uma epidemia leve como a que atingiu Giruá em 2007 (1,5% da população foi infectada pelo vírus), a população atingida pela doença na RM poderá chegar até 50 mil. Se for uma epidemia média, como a de Belo Horizonte em 1998 (4% da população infectada), este número sobe para 140 mil habitantes. E se for grave, como ocorreu em Campo Grande (MS) onde 6% dos habitantes tiveram a doença este ano, os afetados chegariam até 200 mil.

De acordo com Paz, o CEVS trabalha com a possibilidade real de uma epidemia no verão porque “existe a presença do mosquito e a circulação do vírus, inclusive no inverno”. Ele lembrou que somente em Ijuí, 3,4 mil notificações de dengue foram registradas no verão passado. “Nossa preocupação é que efetivamente as prefeituras se organizem para investir no combate aos focos do mosquito, montado redes de atendimento e hospitalar com leitos específicos e profissionais treinados, além de mobilizar e conscientizar a sociedade sobre o problema”.