A Secretaria Municipal de Saúde da Capital, em razão dos recorrentes problemas administrativos no Hospital Parque Belém (HPB), determinou nesta segunda-feira uma vistoria de fiscalização pela Coordenação Geral de Vigilância em Saúde (CGVS) nas instalações e serviços para verificação das condições necessárias para prestação de serviços de saúde e a suspensão imediata do encaminhamento de pacientes pela Central de Regulação, até que a CGVS conclua que os serviços possam ser retomados. A SMS solicitará ao Conselho Regional de Medicina (CREMERS) que execute vistoria no HPB;
Segundo a SMS, entre os problemas estão a ausência de funcionários por falta de pagamentos, e a consequente perda de qualidade nos serviços de saúde.
O HPB é uma instituição filantrópica privada, com 192 leitos, sendo que 136 seriam destinados para o SUS. Os demais são voltados para convênios e atendimento privado. O hospital vem há anos enfrentando dificuldades financeiras por conta da administração. As Secretarias Estadual e Municipal de Saúde, com o objetivo de evitar que a instituição fechasse as portas, diminuindo a oferta de leitos SUS na Capital, fizeram várias tentativas ao longo dos últimos para ajudar a direção do HPB a equilibrar as contas e garantir eficiência o hospital. Foram firmados Planos Operativos que determinavam os serviços que o hospital deveria executar, recebendo por isso o pagamento equivalente pelo poder público. O HPB nunca cumpriu plenamente os acordos.
No primeiro semestre de 2014, SMS e SES mais uma vez tentaram ajudar a direção do HPB a equilibrar a gestão. Naquele momento, o hospital tinha ao bloco cirúrgico, cozinha, UTI e várias outras outras unidades interditadas pela Vigilância em Saúde.
Secretaria Municipal da Saúde limita internações no hospital Parque Belém
SMS solicitou ao Conselho Regional de Medicina uma vistoria de fiscalização no local