A Usina de Santa Branca, no Rio Paraíba do Sul em São Paulo, pertencente à Light, fornecedora do Rio de Janeiro, chegou ao nível do volume morto e parou de gerar eletricidade neste domingo. A informação foi divulgado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). É a segunda usina hidrelétrica integrante do Sistema Interligado Nacional (SIN) que parou de funcionar por falta d'água .
O nível do reservatório de Santa Branca chegou a -0,81 do volume útil, ou seja, está no chamado volume morto, nível em que não é mais possível a geração de energia. De acordo com o boletim diário da Agência Nacional de Águas (ANA), o reservatório de Santa Branca apresenta entrada de 59 metros cúbicos de água por segundo e saída de 72. O volume morto corresponde a 29,89% da capacidade total de Santa Branca
A Usina de Paraibuna, também no Rio Paraíba do Sul em São Paulo, que pertence à Companhia Energética de São Paulo (Cesp) e parou na semana passada, está com -0,26 do volume útil, com entrada de 27 metros cúbicos de água por segundo de água e saída de 50. Nesse caso, o volume morto representa 44,29% da capacidade do reservatório.
De acordo com o ONS, as duas usinas paradas são pequenas e “não têm uma geração representativa para a carga total do sistema”. A capacidade instalada de Paraibuna é de 87 megawatts e de Santa Branca, 56,1 megawatts, enquanto a carga do sistema está na faixa de 70 mil megawatts médios por dia. Como o sistema é interligado, a energia gerada em outro local é remanejada para suprir a falta causada por eventuais problemas.
O ONS informa que outros reservatórios estão no volume morto, mas as usinas continuam operando “a fio d'água”, de acordo com a topografia do terreno e o volume de água que está entrando. Porém, não há, por enquanto, previsão de que hidrelétricas parem de funcionar. Apesar do baixo volume de água nos reservatórios, a ANA informa que “não tem nenhuma definição da área técnica sobre racionamento ou risco de desabastecimento” e que qualquer comunicado será publicado no site da agência reguladora.
Segunda hidrelétrica para de funcionar por falta d'água
Usina de Santa Branca, no interior de São Paulo, chegou ao volume morto