De 30 até 60 dias é o tempo que os segurados do INSS precisam esperar atualmente para a realização de exames, já que os médicos peritos estão em greve desde o dia 24 de junho. Os atendimentos seguem ocorrendo, já que o Superior Tribunal de Justiça determinou que pelo menos 50% dos profissionais continuassem prestando o serviço. O presidente da Associação dos Médicos Peritos do Estado, Francisco Luciani, adiantou que a paralisação será mantida pelo menos até quinta-feira, quando ocorrerá uma assembleia nacional da categoria para avaliar propostas.
A Câmara dos Deputados já aprovou a criação de mais 500 vagas para o cargo, uma das reivindicações dos grevistas, que alegam falta de especialistas devido a aposentadorias. A medida está prevista no projeto de lei do Executivo cujo objetivo é fortalecer a estrutura organizacional do INSS para possibilitar a instalação de 720 novas agências da Previdência Social até o final deste ano e de outras 280 a longo prazo. A matéria agora segue para ser analisada pelo Senado.
Entretanto, Luciani adiantou que são poucas as chances de solução do impasse em um espaço curto de tempo. “Estou realmente pessimista. Houve duas reuniões na terça-feira passada, mas nenhum avanço. O governo federal não parece receptivo”, disse.
Novas negociações estão marcadas para ocorrer durante esta semana. Nesse período são aguardadas contrapropostas. Entre as exigências dos peritos estão maior autonomia na realização dos exames, a diminuição do horário de trabalho, fim das gratificações e o incremento da segurança. As oito horas de trabalho diárias foram classificadas como “insalubres”. Está sendo esperada uma manifestação oficial do INSS sobre a paralisação, o que deverá ocorrer nos próximos dias.
Segurados terão mais uma semana sem médicos peritos no INSS
Categoria está em greve desde o dia 24 de junho