Beltrame foi convidado para contar a experiência do combate ao tráfico de drogas e ocupação de morros cariocas dominados por criminosos. “Não tenho todas as respostas, nem uma receita mágica. O Rio Grande do Sul é minha casa e me sinto na obrigação de contribuir para o diálogo”, afirmou o secretário, natural de Santa Maria. Segundo ele, anteriormente a polícia no Rio era preparada para enfrentar guerras e, agora, para prestar serviço. “O policial deve ser a pessoa que interage com a população e a truculência tem que ser punida”, esclareceu.
O caso da capital do Rio de Janeiro é muito específico, de acordo com o secretário, e nem tudo que foi aplicado lá pode servir para o Rio Grande do Sul. “No Rio, foi desenvolvido o modelo da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), onde os criminosos usavam armas automáticas. O Rio Grande do Sul não tem uma realidade desse porte”, avaliou.
Segundo Beltrame, ainda há muito trabalho a ser feito para combater a violência no estado carioca, mas isso depende de um sistema integrado entre as polícias Civil e Militar, além do Ministério Público, Tribunal de Justiça e sistema penitenciário. “Se uma das engrenagens não funciona, o processo se rompe”, observou, acrescentando que a segurança não pode ficar focada somente na intervenção policial.