"Foi muito rápido quando eles viram que era fogo, mas era muita gente, nervosismo e gerou toda essa tragédia", ponderou o jovem. "Mas era muita fumaça e em pouco tempo o pessoal começou a passar um por cima do outro", lembrou ele. "Era uma fumaça carregada e preta que foi a maior dificuldade para todos os envolvidos", salientou.
Conforme a testemunha, a maioria dos que participaram na tentativa de abrir um espaço para fuga, na parede da boate, eram funcionários do local. "Alguns seguranças morreram pois estavam tentando tirar o pessoal. Quem estava quebrando as paredes eram seguranças também. Os que entraram, infelizmente, acabaram morrendo com o povo que estava lá", afirmou Amaral.
Ele destacou a mobilização de todos que estavam na vizinhança na tentativa de salvar vidas. "Todos começaram a ajudar e chamaram socorro. Infelizmente, tivemos que separar mortos dos vivos ali mesmo para tentar salvar quem ainda tinha vida", relatou.
Segundo informações preliminares, cerca de mil pessoas estariam na casa noturna, que fica na Rua dos Andradas, quando ocorreu o incêndio. Os corpos foram levados a um ginásio da cidade para identificação. Os nomes, no entanto, só serão confirmados pelo Instituto Geral de Perícias (IGP) após autorização de familiares.
Uma das suspeitas é de que as chamas tenham começado por volta das 3h com um sinalizador disparado no palco. Segundo o Corpo de Bombeiros, o instrumento encostou em uma forração de isopor. Ainda conforme a corporação, os extintores de incêndio não estavam funcionando e havia apenas uma saída para os frequentadores - a porta principal - e houve tumulto na tentativa de fuga.