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Sem acordo, dissídio coletivo dos Correios vai a julgamento na quinta

Greve prossegue e presidente do TST deverá solucionar impasse entre categoria e empresa

Funcionários e direção dos Correios ainda não conseguiram entrar em acordo em audiência de conciliação no Tribunal Superior do Trabalho (TST), na tarde desta terça-feira. A proposta inicial era de reajuste de 5,2%, índice correspondente à inflação, além de reposição de 8,84% do vale-alimentação, aumento linear de R$ 80 e manutenção de outros benefícios. Com a proposta rejeitada pela empresa, a ministra Katia Arruda sugeriu aumento de 8,5%, sem aumento linear, o que também foi refutado pelos Correios, que dizem não ter orçamento para bancar a oferta.

Em greve desde o dia 11, a categoria, que pedia aumento de 43,7%, decidiu aceitar índices mais baixos, mas a posição da estatal se manteve inalterada. A greve, com isso, prossegue e, na quinta-feira, o presidente do TST, João Oreste Dalazen, deve julgar o dissídio coletivo da categoria.

No final de semana foi realizado um mutirão para colocar em dia as encomendas e minimizar os prejuízos à população. No Estado, cerca de 850 mil entregas foram realizadas. Conforme os Correios, hoje o atraso é de um dia de entregas, o correspondente a 1,7 milhão de encomendas.

Os serviços com hora marcada (Sedex Hoje, Sedex 10, Sedex 12 e Disque-coleta) seguem suspensos enquanto durar a paralisação. A empresa estima em 10% a adesão no Rio Grande do Sul (800 de 8 mil funcionários). O maior problema ocorre na distribuição.


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