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Sem acordo, greve de servidores da Saúde prossegue na Capital

Postos amanheceram cadeados em Porto Alegre

A categoria fará assembleia na quinta-feira, às 14h, e até lá, segue a paralisação
A categoria fará assembleia na quinta-feira, às 14h, e até lá, segue a paralisação Foto : Vinícios Roratto
A greve dos servidores da Saúde de Porto Alegre segue por tempo indeterminado. Após reunião com representantes dos trabalhadores e da prefeitura, na Câmara dos Vereadores, o secretário da pasta Carlos Casartelli disse que o Executivo não tem condições de atender às reivindicações do sindicato. A categoria fará assembleia na quinta-feira, às 14h, e até lá, segue a paralisação.

Os servidores querem a regulamentação e extensão das 30 horas semanais de serviço prestado para todos sem redução de salário. “Não temos condições de repor 800 servidores que seria necessário, se reduzíssemos (a carga) para 30 horas”, argumentou Casartelli. “O ponto eletrônico foi uma exigência do Ministério Público (MP) e tem sido uma cobrança da comunidade. Fazer 30 horas é uma opção dos trabalhadores, mas eles querem ganhar por 40 horas e trabalhar 30. Esse é o único ponto de desavença. Continuamos não concordando com isso”, acrescentou.

“Esta é uma pauta nacional. Os trabalhadores da saúde obtiveram a conquista do regime de trabalho integral a partir da greve de 2003”, disse a diretora-geral do Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa), Carmen Padilha. Segundo ela, o ponto eletrônico não seria empecilho para manutenção do atual regime. “Não somos contra o ponto eletrônico, mas desejamos que a regra seja para todos”, disse.

A promotora de Justiça e Defesa dos Direitos Humanos da Capital, Ângela Salton Rotuno, informou que um documento foi expedido hoje para determinar que a prefeitura tome todas as medidas cabíveis para a retomada dos serviços de Saúde à população. A maioria dos postos amanheceu com cadeados nas portas. Segundo a assessoria da Secretaria Municipal da Saúde, a Guarda Municipal precisou interferir para garantir o funcionamento das unidades fechadas.

A presidente do Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa), Carmen Padilha, não soube informar quantos locais foram trancados, mas disse que esse é um procedimento padrão em casos de greve, porque "os postos não prestam atendimento de emergência".


Cartaz na porta do posto de saúde informava que não haveria atendimento hoje | Foto: Vinícius Roratto

O posto da Vila dos Comerciários foi um dos que amanheceu com um cadeado na porta colocado pelos funcionários. No início da manhã, os grevistas abriram a unidade, mas fizeram uma barricada com cadeiras de madeira da sala de espera para fazer uma espécie de triagem e só deixar passar os pacientes com problemas graves. Luitepol de Oliveira chegou ao local em busca de uma consulta para o filho Adrian de 22 anos, que teve um problema no joelho. Ele foi orientado a ir para outra unidade e ficou revoltado.

Apesar das faixas informando que o Posto de Saúde Modelo, na avenida João Pessoa, um dos maiores da Capital, não abriria nesta terça, uma fila de cerca de 20 pessoas se formou no local, logo no início da manhã. Na unidade da Vila Cruzeiro, somente casos de emergência são atendidos. Já o Pronto Atendimento da Lomba do Pinheiro, na zona Leste, funciona normalmente.

Pela manhã, os servidores realizaram ao ato público em frente ao Paço Municipal, na área central de Porto Alegre.

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