Ao longo do dia, as 35 assembleias de sindicatos regionais em todo o País rejeitaram a proposta feita na última sexta-feira pelo presidente do TST, João Orestes Dalazen, de concessão de abono de R$ 800 e aumento real de R$ 60 a partir de janeiro. Pela proposta, os seis dias descontados na folha de pagamento de setembro seriam devolvidos e descontados a partir de janeiro de 2012, na proporção de meio dia por mês.
Amanda Gomes Corcino, presidente do Sintect-DF, confirmou que o ponto de impasse é o desconto dos seis dias. Com o julgamento do dissídio, porém, todos os dias de greve devem ser descontados, e de uma só vez, conforme advertiu o próprio presidente do TST na semana passada. Esse desconto representaria a perda de um mês inteiro de salário, já que a greve completou 27 dias. O número de correspondências em atraso já chega a 173 milhões.
No final de setembro, a empresa e os trabalhadores participaram de uma audiência de conciliação no TST e chegaram a um acordo sobre os principais pontos da greve. Mas os 35 sindicatos da categoria não aceitaram os pontos definidos, mantendo a paralisação. Foi exigido pela Justiça, ainda, que 40% dos servidores mantivessem suas atividades nas unidades dos Correios, o que foi desrespeitado em diversos Estados e acarretou multa diária de R$ 50 mil aos sindicatos.