Sem um acordo firmado sobre o corte do ponto dos dias parados dos servidores, a greve dos municipários deve continuar. A reunião realizada nesta quinta-feira, em Porto Alegre, com o prefeito em exercício, Sebastião Melo, foi regida por divergências e a categoria alegou que o desconto pelos dias paralisados é uma forma de punição. A confirmação de manter a paralisação por tempo indeterminado seria feita em uma assembleia do Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa), a ser realizada durante a tarde.
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Enquanto a reunião acontecia na prefeitura, os manifestantes se mobilizaram na rua Siqueira Campos e, posteriormente, permaneceram em frente ao prédio do Paço Municipal onde protestavam com faixas e cartazes. O principal ponto a ser discutido dessa vez era referente ao desconto dos servidores enquanto eles estão paralisados. O tema acirrou a discussão. “Toda greve discute isso no final. Não estamos pedindo o abono total dos dias parados, mas não é correto cortar antes de acordo”, afirmou uma das diretoras do Simpa, Carmen Padilha.
A categoria já conquistou um avanço, que foi a retirada do projeto que trata do abono e estava em tramitação na Câmara de Vereadores da Capital. Uma nova proposta deve ser consolidada e apresentada pelo prefeito à categoria. A decisão foi anunciada em uma reunião anterior.
No entanto, dessa vez não houve acerto entre o município e os servidores. Melo observou ainda que as progressões e ampliação do plano de saúde devem ficar para o próximo ano.
Sem acordo, greve dos municipários de Porto Alegre deve seguir
Melo observou ainda que as progressões e ampliação do plano de saúde devem ficar para o próximo ano