Segundo Beatriz, os trens terão que funcionar das 5h30min às 8h30 min e das 17h30min às 20h30min. No restante do dia, a operação deve ficar suspensa. A decisão sairá até o final do dia e, caso o pedido seja aceito, o sindicato terá que pagar, em caso de descumprimento, multa de R$ 70 mil por horário de pico, podendo chegar a R$ 140 mil.
O presidente da Trensurb, Humberto Kasper, espera que o sindicato reveja a posição de paralisar as atividades por 24 horas. “A decisão da categoria rompe o processo de negociação que está em andamento”, explicou. Segundo Kasper, os servidores não podem prejudicar a população que depende do trem metropolitano. Ele conta que uma proposta salarial deverá ser apresentada na próxima semana, caso a categoria decida suspender a greve.
Para o presidente do Sindimetrô, Luis Henrique Chagas, a empresa continua sem propor nenhum índice de reajuste salarial. “Entregamos a pauta há mais de 60 dias e até agora não tivemos nenhum retorno da empresa”, ressalta. De acordo com Chagas, a paralisação de 24 horas da categoria será sem operação de trens.
Os trabalhadores reivindicam um reajuste salarial de 21,51% e querem o fim das terceirizações na empresa. Por outro lado, desde o começo das negociações, no início deste mês, a direção da Trensurb ainda não apresentou um índice de reajuste para os trabalhadores.
Em função da paralisação dos trabalhadores, deve ser cancelada a inauguração de duas estações da Trensurb. Para segunda-feira, estava agendada a cerimônia de entrega dos terminais Rio dos Sinos, em São Leopoldo, e Santo Afonso, em Novo Hamburgo. Com as duas novas estações serão transportados mais seis mil passageiros por dia.
Com a entrada em funcionamento das estações Industrial, Fenac e Novo Hamburgo, a estimativa da direção da empresa é de que sejam transportados mais 30 mil passageiros diariamente no metrô. Atualmente, o Trensurb transporta cerca de 170 mil passageiros por dia.