A Associação dos Servidores da Ufrgs (Assufrgs) decidiu manter o estado de greve após mais uma semana de impasse nas negociações com a universidade. Os servidores realizaram greve por três dias entre terça-feira e hoje, inclusive ocupando o prédio da Reitoria. Agora, sem um encontro para discutir as reivindicações da categoria, uma nova paralisação de 24 horas foi marcada para 8 de junho, véspera das eleições para reitor.
Além disso, nos dias 15 e 16, os técnicos farão greve de 48 horas, pelas mesmas questões. Conforme a Assufrgs, uma campanha contra a candidatura de Rui Oppermann à Reitoria também foi decidida em assembleia, na tarde de hoje. Conforme os servidores, a partir de agora, uma rodada de negociações só vai ser aceita se ocorrer sem intermediários e com a presença do reitor ou do vice.
Até agora, não houve qualquer acordo sobre as duas reivindicações dos trabalhadores: a falta de segurança do novo sistema de ponto eletrônico e o plano de flexibilização de jornada. Em reunião ontem, assessores da Reitoria sugeriram um calendário de implantação do plano, que propõe redução de horas trabalhadas e contratação de mais servidores. Os técnicos dizem, porém, que o tema já foi debatido de forma exaustiva, desde 2013, e exigem que o reitor, Carlos Alexandre Netto, assine uma portaria que inicie o processo.
A Assufrgs também acusou a gestão atual da universidade de protelar o assunto devido às eleições em andamento para a Reitoria.
Sem acordo, servidores da Ufrgs decidem por novo dia de paralisação
Funcionários devem suspender atividades em 8 de junho, véspera da eleição para reitor