Segundo o diretor-administrativo da Sopal, João Paulo Marzotto, a medida não é um corte da empresa. O adiantamento não teria sido feito porque o pagamento ocorre a partir da arrecadação dos ônibus, que estão em paralisação total desde a última quarta-feira. Ainda de acordo com Marzotto, 50 duplas de rodoviários se apresentaram querendo trabalhar hoje, mas foram impedidos de deixar as garagens pelos grevistas.
O argumento do diretor-administrativo da Sopal é rebatido pelo motorista Sandro Oliveira, um dos grevistas que está no piquete em frente à empresa. Para Oliveira, o não pagamento é uma represália dos empresários aos rodoviários. “Eles já receberam esse dinheiro. O cartão Tri é pago antecipado. Dinheiro eles têm, mas não querem pagar em represália. Eles querem nos matar no cansaço, mas não vão conseguir”, declarou à Rádio Guaíba.
Informações do repórter Dico Reis