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Sem atendimento hospitalar, mães brasileiras dão à luz no Uruguai

Mudança aconteceu desde que Santa Casa de Misericórdia de Livramento foi fechada

O Hospital Municipal de Rivera está desde a última sexta-feira recebendo no setor de obstetricia parturientes de Santana de Livramento em situação de risco que não dispõem do atendimento na cidade desde que o Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul (Cremers), através de interdição ética, determinou o fechamento total da Santa Casa de Misericórdia (SCM), o único hospital que atende pacientes pelo SUS na cidade.

Em novembro de 2006, situação similar também foi registrada em Livramento, quando a equipe médica do setor de obstetrícia da SCM cruzou os braços em protesto contra a baixa remuneração e o atraso no repasse dos honorários. Na época, mais de 30 crianças brasileiras nasceram em território uruguaio e os pais tiveram a opção de naturaliza-las no país vizinho.

A Secretaria Municipal da Saúde de Livramento colocou ambulâncias a disposição de mulheres grávidas que, dependendo do caso, também são levadas para Rosário do Sul e Dom Pedrito. Outros pacientes que necessitam atendimento de urgência e emergência são atendidos no pronto socorro da Unimed, no Centro Hospitalar Santanense, localizado na avenida Tamandaré. Os casos de maior complexidade são encaminhados para hospitais de referência em Uruguaiana, São Gabriel e Alegrete.

Durante assembleia que será realizada hoje no plenário da Câmara de Vereadores, o Sindisaúde e movimentos sociais vão encaminhar pedido ao prefeito Wainer Machado para que o Executivo Municipal de Livramento assuma administração da SCM, apontada como a última alternativa para dar continuidade ao funcionamento da instituição.

Segundo o presidente do Sindisaúde, José Paulo Silva a situação não pode permanecer sem definição por muito tempo, pois são 318 famílias que dependem do hospital e uma população de quase 90 mil santanenses que está sem atendimento hospitalar.