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Sem bloquear rodovias, caminhoneiros paralisam atividades no RS

Estimativa é que cerca de 180 mil trabalhadores aderiram à greve geral convocada pela internet

Embora muitos os serviços como transporte público, saúde, comércio, bancos e escolas privadas funcionem normalmente em Porto Alegre nesta segunda-feira, apesar da disseminação de uma mensagem nas redes sociais indicando uma greve geral, grande parte dos 180 mil caminhoneiros autônomos gaúchos paralisaram as atividades. Não houve registro de interrupção de estradas no Rio Grande do Sul.

Apesar de muitas categorias não terem aderido, a Federação dos Caminhoneiros Autônomos orientou os trabalhadores do setor a ficar em casa. O presidente da entidade, Éder Dal’Lago, afirmou que vários dos que não atuaram aderiram às reivindicações nacionais, mas o restante não saiu para as ruas por temer possíveis bloqueios em estradas e incêndios provocados por vândalos. “Não vale a pena entrar em filas. Há muito risco quando trancam as rodovias. Os caminhoneiros devem defender seu patrimônio”, ressaltou.

Quem tinha carga para entregar, só deveria sair se a empresa contratante garantisse a segurança. Os prejuízos com um dia sem trabalho ainda serão avaliados.

Embora não tenha ocorrido bloqueio de rodovias gaúchas, em São Paulo, em Minas Gerais e no Espírito Santo, caminhoneiros interromperam alguns trechos. No Km 250 da rodovia Cônego Domênico Rangoni, na região de São Bernardo do Campo, os motoristas fecharam a via com os caminhões na praça de pedágio, por volta das 10h. O engarrafamento foi de dois quilômetros.

Faixas da Via Anchieta, que liga a capital paulista à Baixada Santista, foram interrompidas nos dois sentidos. De acordo com a Ecovias, concessionária que administra o trecho, cerca de 30 pessoas participaram do protesto. No Km 23, integrantes do Movimento União Brasil Caminhoneiro estiveram no ato e o congestionamento foi superior a dois quilômetros.

Em Minas Gerais, três pontos da BR 381 ficaram trancados somente para a passagem de caminhões, segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF). Carros e ônibus puderam transitar normalmente. No Km 513, em Igarapé, região metropolitana de Belo Horizonte, a fila de caminhões chegou a cinco quilômetros. Os outros dois bloqueios ocorram na altura do Km 359, no município de João Monlevade, e no Km 589, em Carmópolis de Minas.

O Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Cargas de Minas Gerais (Sinditac) informou que os protestos são por redução de impostos sobre o óleo diesel, mais segurança nas estradas e melhoria da infraestrutura viária. Na BR 262, que liga o Espírito Santo a Minas Gerais, caminhões também foram impedidos de trafegar, nos dois sentidos, a partir do quilômetro Km 10. O mesmo ocorreu na BR 101, entre o Rio de Janeiro e a Bahia.

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