O grupo dispersou após obter a promessa de representante da companhia de que a energia seria restabelecida até às 14h30min. Como isso não ocorreu, os produtores voltaram a se reunir junto à sede da empresa e prometeram não sair enquanto o problema não fosse resolvido.
De acordo com o agricultor Ivair de Souza, no assentamento são todos produtores de leite, com uma produção média diária de 3 mil litros e mensal de 90 mil litros. Em protesto à falta de energia, o que já gerou perdas significativas aos produtores tanto de produção quanto de alimentos para consumo como carnes e outros produtos perecíveis, eles despejaram leite em frente ao prédio da CEEE, pela manhã.
Caso não haja o retorno da energia, eles devem voltar ao local e despejar o total produzido no dia, ou seja, 3 mil litros de leite. Souza diz ainda, que estão realizando um levantamento de prejuízos e estudam uma ação judicial contra a companhia para reaver as perdas.
O chefe do Departamento de Logística e Operação da Gerência Regional da CEEE, Leandro Moutinho, explicou que ainda há 479 clientes com problemas de falta de energia somente em Piratini e 11 pendências de atendimento em que o serviço exige caminhão. Segundo ele, três caminhões foram designados para o município para solucionar as pendências.
A expectativa era de que a energia fosse restabelecida ainda nesta sexta-feira, e caso houvesse problemas de acesso, o mais tardar no sábado. Moutinho diz ainda, que além de Piratini, Canguçu concentra o maior número de clientes fora do sistema, 2,3 mil.