Com lanternas, já que a energia elétrica da estrutura estava desligada, o proprietário verificou o estado dos animais e os alimentou. Felizmente, não houve danos à estrutura, aos equipamentos, nem às espécies raras, algumas no valor de R$ 200. O prejuízo maior é ficar sem trabalhar no período em que a área fica fechada para perícia e reforma, segundo o empresário.
A secretária da Secretaria Especial dos Direitos Animais (Seda), Regina Becker, informou que deve negociar com a Associação dos Permissionários do Mercado Público de Porto Alegre para que não haja mais animais vivos no local a partir da reabertura. “A nossa intenção é conversar, porque esse não é um lugar adequado para vender animais vivos”, explicou. Ela disse que, no dia do incêndio, uma equipe da Seda esteve no prédio para resgatar os bichos.
Como a agropecuária em que eram comercializadas a maior parte das espécies tem abertura para a rua, foi possível retirar as gaiolas durante as chamas. Porém, na área onde ficam os peixes, os bombeiros não permitiram nem mesmo a entrada de veterinários, por causa dos riscos. “Fizemos tratativas com a Brigada Militar, mas não tinha luz e era perigoso entrar”, disse a secretária.
De acordo com Regina Becker, foram retirados galinhas, três galinhas d’angola, 37 pombas, 17 periquitos, 10 calopsitas, cinco coelhos, 22 porquinhos da índia e quatro hamsters. Ainda na noite de sábado, 155 aves e roedores foram salvos do local.