Os atos do “Copa Pra Quem?” não saíram do Largo Glênio Peres, em frente ao Mercado Público, e tudo acabou em rock’n roll.
Os ataques verbais foram contra “os eventos organizados pela Fifa que manipulam a paixão do povo brasileiro pelo futebol para canalizar uma enxurrada de dinheiro para grandes empresas, além da própria Fifa”, como afirmou texto distribuído no local. O protesto quer a paralisação imediata de todas as remoções de comunidades envolvidas em obras, como é o caso das 2 mil famílias residentes no entorno da Arena do Grêmio.
Líderes de movimentos leram manifesto. Eles repudiaram a corrupção e pediram auditoria nas contas das obras e investimentos públicos na Copa. Exigiram diálogo das autoridades com as comunidades e a garantia de construção de novas moradias, dignas, a todos os removidos. Pediram ainda a regularização fundiária, no caso do Morro Santa Tereza, e a efetivação da permanência definitiva das famílias na área da Fase. Com tambores e instrumentos os manifestantes cantaram “Copa do Mundo eu abro mão, quero saúde, cultura e educação”. Amplo, para além da questão
dos jogos da Fifa, o Copa Pra Quem? reivindica o atendimento de uma lista de nove questões.
Entre as reivindicações estão a não entrega de áreas públicas à iniciativa privada, como é o caso das cocheiras do Jockey Clube; a demarcação urgente de terras dos povos indígenas e quilombolas; a não criminalização e garantia da liberdade de expressão, organização e manifestação; a transparência nas licenças ambientais das obras e publicização dos dados do inquérito da operação Concutare; e não a exploração sexual. Lidos os manifestos e encerrados os discursos, iniciados às 18h30min, uma banda instrumental jogou rock no ambiente, após às 20h.