Apesar dos avanços tecnológicos no tema, o Brasil precisa evoluir bastante. A constatação é do infectologista Alessandro Pasqualotto, coordenador do Laboratório de Biologia Molecular do Complexo Hospitalar Santa Casa, inaugurado no ano passado. “Existe uma distância entre as práticas médicas adotadas na Europa e nos Estados Unidos. Um dos objetivos do seminário é educar a comunidade médica. Testes mais avançados para o diagnóstico de infecções estão disponíveis”, explicou Pasqualotto. Atualmente, o Laboratório tem capacidade de analisar 90 amostras de uma só vez.
Conforme o especialista, o tema ainda é pouco estudado na comunidade médica. “Sabemos da existência do problema. Cada paciente pode ser afetado por uma série de infecções. Existem transplantados que podem apresentar problemas logo após o procedimento ou anos depois. Queremos que o seminário se torne anual com repercussão nacional para que o tema ganhe maior destaque”, frisou o infectologista.
“O médico infectologista é desafiado por doenças que não se expressam de modo óbvio. Diferente de outras áreas da medicina, onde o tratamento se dá após a doença estar caracterizada, o infectologista precisa tratar os agentes mais provavelmente envolvidos em um paciente com suposta infecção”, finalizou Alessandro Pasqualotto.