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Seminário na Capital discute infecções em transplantados

Evento tem o objetivo de educar a comunidade médica sobre a prática

Seminário na Capital discute infecções em transplantados
Seminário na Capital discute infecções em transplantados Foto : Bruno Alencastro
No primeiro semestre deste ano, conforme a Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO), foram realizados no Brasil 3.278 transplantes de órgãos, 793 de medula óssea e 19.078 de córnea, ossos e pele. Além da possível rejeição, outro problema recorrente são as infecções. O tema foi debatido em um seminário promovido neste sábado pela Santa Casa, em Porto Alegre.

Apesar dos avanços tecnológicos no tema, o Brasil precisa evoluir bastante. A constatação é do infectologista Alessandro Pasqualotto, coordenador do Laboratório de Biologia Molecular do Complexo Hospitalar Santa Casa, inaugurado no ano passado. “Existe uma distância entre as práticas médicas adotadas na Europa e nos Estados Unidos. Um dos objetivos do seminário é educar a comunidade médica. Testes mais avançados para o diagnóstico de infecções estão disponíveis”, explicou Pasqualotto. Atualmente, o Laboratório tem capacidade de analisar 90 amostras de uma só vez.

Conforme o especialista, o tema ainda é pouco estudado na comunidade médica. “Sabemos da existência do problema. Cada paciente pode ser afetado por uma série de infecções. Existem transplantados que podem apresentar problemas logo após o procedimento ou anos depois. Queremos que o seminário se torne anual com repercussão nacional para que o tema ganhe maior destaque”, frisou o infectologista.

“O médico infectologista é desafiado por doenças que não se expressam de modo óbvio. Diferente de outras áreas da medicina, onde o tratamento se dá após a doença estar caracterizada, o infectologista precisa tratar os agentes mais provavelmente envolvidos em um paciente com suposta infecção”, finalizou Alessandro Pasqualotto.


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