O pedido é uma consequência do reajuste de 5% no preço do óleo diesel, anunciado no último dia 5 pela Petrobras. Essa é a segunda elevação no valor do combustível em 2013, e tem impacto direto no custo operacional do transporte coletivo. O combustível já havia sofrido alta de 5,4% no final de janeiro.
Além disso, a entidade planeja mostrar também que existem outros “vilões” para o setor. Farão parte da ofensiva das empresas dados como o aumento de 19,99% no custo do veículo (chassis e carroceria), os salários dos rodoviários com elevação de 7,5% e o vale-refeição com aumento de 6,67% que superam a inflação no período, além de todas as demais cláusulas econômicas e sociais.
O Seopa pretende mostrar ainda que a desoneração tarifária determinada por lei, reduziu as contribuições sociais incidentes sobre a folha de pagamento, de 62,87% para 42,87%, porém com aumento de impostos e taxas em 2%.
Conforme números divulgados pelo Seopa, mensalmente são transportadas cerca de 30 milhões de pessoas nas 380 linhas da Capital - cerca de 10 milhões são isentas de passagem.
TCE diz que reajuste deve levar em conta a frota em circulação
Na semana passada, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) julgou o reajuste da passagem de ônibus de Porto Alegre. Por unanimidade, foi definido que o cálculo para a nova tarifa deve levar em conta somente a frota que está em circulação na Capital.
O TCE questiona a necessidade de utilização da frota total das empresas no cálculo utilizado para definir o reajuste. Segundo Iradir Pietroski, relator do processo, o valor a ser usado tem que considerar apenas a frota operante.