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Seopa fará novo pedido de reajuste da tarifa de ônibus até o fim do mês

Passagem nos coletivos da Capital custa atualmente R$ 2,85

Sindicato das empresas de ônibus de Porto Alegre vão solicitar novo reajuste nas passagens
Sindicato das empresas de ônibus de Porto Alegre vão solicitar novo reajuste nas passagens Foto : Vinícius Roratto / CP Memória
O Sindicato das Empresas de Ônibus de Porto Alegre (Seopa) pretende encaminhar à prefeitura de Porto Alegre um novo pedido de reajuste nas tarifas dos coletivos da Capital até o final deste mês. O valor atualmente é de R$ 2,85. A direção da entidade se reunirá com o Conselho Municipal de Transporte Urbano (Comtu) para formular uma solicitação.

O pedido é uma consequência do reajuste de 5% no preço do óleo diesel, anunciado no último dia 5 pela Petrobras. Essa é a segunda elevação no valor do combustível em 2013, e tem impacto direto no custo operacional do transporte coletivo. O combustível já havia sofrido alta de 5,4% no final de janeiro.

Além disso, a entidade planeja mostrar também que existem outros “vilões” para o setor. Farão parte da ofensiva das empresas dados como o aumento de 19,99% no custo do veículo (chassis e carroceria), os salários dos rodoviários com elevação de 7,5% e o vale-refeição com aumento de 6,67% que superam a inflação no período, além de todas as demais cláusulas econômicas e sociais.

O Seopa pretende mostrar ainda que a desoneração tarifária determinada por lei, reduziu as contribuições sociais incidentes sobre a folha de pagamento, de 62,87% para 42,87%, porém com aumento de impostos e taxas em 2%.

Conforme números divulgados pelo Seopa, mensalmente são transportadas cerca de 30 milhões de pessoas nas 380 linhas da Capital - cerca de 10 milhões são isentas de passagem.

TCE diz que reajuste deve levar em conta a frota em circulação


Na semana passada, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) julgou o reajuste da passagem de ônibus de Porto Alegre. Por unanimidade, foi definido que o cálculo para a nova tarifa deve levar em conta somente a frota que está em circulação na Capital.

O TCE questiona a necessidade de utilização da frota total das empresas no cálculo utilizado para definir o reajuste. Segundo Iradir Pietroski, relator do processo, o valor a ser usado tem que considerar apenas a frota operante.

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