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Serenata iluminada incentiva população a tomar espaços públicos na Capital

Munidos de lanternas e velas, centenas de pessoas foram ao parque da Redenção

Munidos de lanternas e velas, centenas de portoalegrenses foram ao parque
Munidos de lanternas e velas, centenas de portoalegrenses foram ao parque Foto : Arthur Puls
Em noite de nuvens raras e lua brilhante quase cheia, a sexta-feira teve Serenata Redenção Iluminada, em Porto Alegre. Concentradas no Monumento do Expedicionário, depois abraçadas em largo círculo, mais de mil pessoas, a grande maioria jovens, experimentaram trocar a cômoda companhia do computador e da televisão pela “ocupação” do Parque da Redenção. Apesar dos poucos violões, a mobilização da Serenata, pautada pelo Facebook, e iluminada por bastões fosforescentes, velas e adereços com luzes LED foi um sucesso na avaliação de Renata Beck, uma das idealizadoras.

“Espaços públicos precisam ser frequentados, principalmente à noite”, enfatizou. Essa é a principal exigência do grupo, acesso noturno aos locais públicos. Para isso acontecer, destacam, é necessário prover o parque com mais iluminação.

Não foi protesto, nem manifestação. “Rejeitamos até oferta de mega-fone, coisa de comício e do tempo da ditadura”, observou Heloisa Medeiros. outra participante. A sua definição para o evento é de uma manifestação lúdica, romântica. “É preciso sair de casa para que as coisas aconteçam, estamos encorajando as pessoas a fazerem isso”, disse. O movimento tem conexão com outros, como o Bate um Coração.

“É uma nova conquista de cidadania por meio da colaboração e da internet. As pessoas querem fazer a diferença, mas sem partidos políticos”, assinalou Pedro Loss. Uma base é o projeto PortoAlegre.cc, criado pela Unisinos e organizado em blog. Depois do abraço ao Monumento e muitos vivas houve uma caminhada pelo parque até o Pedalinho. Tudo acompanhado por malabaristas, animação e, em volume bem menor, música. O ato se encerrou com a serenata propriamente.


Serenata iluminada incentiva população a tomar espaços públicos na Capital | Foto: Arthur Puls

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