O presidente do Sintáxi, Luiz Borges Nozari, afirma que os taxistas estavam sendo cobrados pelas empresas de radiotáxi e que elas não repassavam o custo da chamada para os passageiros. “O valor é estabelecido pelo poder público. O taxista só cumpre a lei, por isso não ficará com a imagem arranhada junto à população. O que não pode acontecer é o taxista pagar do seu bolso pelo serviço. Se as radiotáxis querem dar desconto, deve tirar do dinheiro delas”, sugere.
Cappellari explica que a alternativa para o usuário que não deseja pagar a taxa é saber, antes de contratar, se o serviço é chamado por rádio. Segundo a EPTC, há quatro centrais de radiotáxi em Porto Alegre. Vale ressaltar que os táxis que atuam em ponto fixo e são chamados por telefone não podem cobrar pela chamada. A cobrança recai somente no serviço de teletáxi.
Além disso, os táxis da Capital só terão aumento na bandeirada no final de abril, de acordo com o Sintáxi, e o índice deverá ser o do IGP-M, atualmente em 8,2866%. Nozari alega que o sindicato chegou a pedir reajuste especial por conta do aumento da gasolina, mas como o índice não ultrapassou o da inflação, isso não pôde ser repassado ao usuário. “Nós aguardamos completar um ano do último reajuste, que aconteceu em 30 de abril de 2012. Estamos com 3.920 carros ativos e buscamos recuperar os outros 80 que estão inativos. Hoje, transportamos 200 mil pessoas por dia. A nossa tarifa está defasada e é a 18ª do país. Dos nossos 3.920 carros, apenas 13 não têm ar-condicionado. Nosso maior problema é a mobilidade urbana”, considera Nozari.
O gerente executivo da Associação de Transportadores de Passageiros por Lotação em Porto Alegre (ATL), Rogério Lago, está aguardando o aumento da passagem de ônibus para saber qual será o novo valor dos lotações. “O aumento da passagem sempre impacta, mas logo em seguida volta ao normal. Nosso movimento é relativo ao dos ônibus. Usamos o mesmo combustível que eles, mas não quero entrar nessa briga do aumento de passagem dos coletivos. O que nos tira passageiro é o aumento no uso de carros e motos e não o valor da passagem”, garante.