Os estabelecimentos deverão cumprir a norma a partir de 60 dias, contados da publicação da resolução no Diário Oficial da União. As farmácias e drogarias brasileiras passarão a reter a receita médica durante a venda dos antibióticos, com prazo de 30 dias para adequação. As duas resoluções devem ser publicadas no Diário Oficial da União desta semana.
Na avaliação de Barbano, os recentes casos de infecção hospitalar registrados no Brasil trouxeram à tona um problema de amplitude mundial: a resistência natural que microrganismos, como bactérias, vírus e fungos, adquirem ao longo do tempo e que pode ser acelerada por ações humanas, incluindo o uso irracional de antibióticos. Para ele, o País não vive um caos. “Estamos diante de uma situação grave presente em muitos países. O Brasil está em numa situação confortável com relação à média mundial de infecções”, frisou.
A Secretaria Estadual da Saúde aguarda a publicação da norma técnica para repassar as orientações aos hospitais. Ainda na sexta-feira, foi emitido alerta Secretaria Estadual da Saúde emitiu alerta para que as instituições incrementem as medidas de prevenção, com ênfase para controle de infecções e estratégias de monitoramento para evitar que a superbactéria Klebsiella Penumoniae Carbapenemase (KPC), já presente no Rio Grande do Sul, se alastre.
De acordo com o Centro Estadual de Vigilância em Saúde não existem, até o momento, casos suspeitos de óbitos em consequência de contaminação pela superbactéria no RS. De acordo com a Anvisa, a KPC já provocou 18 mortes no Distrito Federal, além das 24 ocorridas em São Paulo a partir de julho de 2009, em decorrência de infecções hospitalares.
O coordenador de Vigilância em Saúde de Porto Alegre, Anderson Lima, admitiu a circulação da KPC em hospitais da Capital desde 2008. Ele, porém, avalia a situação como sob controle, tendo em vista que, apesar de detectada a presença da superbactéria, não houve o desencadeamento de surtos e registros de óbitos.