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Serviços devem ser afetados com protesto

Bancos e escolas estaduais podem manter as portas fechadas

Serviços devem ser afetados com protesto
Serviços devem ser afetados com protesto Foto : Samuel Maciel / CP Memória
O protesto dos servidores estaduais, por conta do parcelamento dos salários, deve atingir diversos serviços no Estado. Enquanto o policiamento será afetado por cerca de 12 horas, a partir do aquartelamento dos policiais militares, e a suspensão das operações da Polícia Civil, os bancos e as escolas estaduais podem manter as portas fechadas durante a segunda-feira.

O Sindicato dos Bancários (SindBancários) obteve uma liminar na Justiça do Trabalho que impede a abertura dos bancos caso não haja o policiamento ostensivo. A decisão vale para todo o Rio Grande do Sul. Já o Cpers/Sindicato informou que, pelos professores, não haverá aula hoje. A partir de terça as atividades escolares devem ser retomadas, com período reduzido até o dia 18. A orientação é de que as escolas utilizem esse tempo para conscientizar a comunidade escolar quanto ao descaso do governo com os educadores e a educação pública gaúcha.

A Secretaria Estadual de Educação (Seduc), garantiu, no entanto, que o calendário letivo será mantido e o retorno às aulas deve ocorrer normalmente nesta segunda-feira. No total, devem retornar às escolas 986 mil alunos e 80 mil professores em todo o Estado, sendo que 62 mil serão atingidos pelo parcelamento dos salários. Nas duas maiores universidades do Estado, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) e Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), as aulas devem acontecer normalmente, apesar da falta de policiamento nas ruas.

O Sindicato dos Técnicos-Científicos do Rio Grande do Sul (Sintergs) anunciou a paralisação total dos servidores técnicos-científicos, especialistas em Saúde e extranumerários em todo o Estado. A categoria deve realizar um ato hoje às 8h, em frente ao Centro Administrativo, na Capital. “Todos os servidores irão paralisar suas atividades e protestar contra o parcelamento de salários”, destacou o 1° Vice-presidente do Sintergs, Nelcir André Varnier.

Por outro lado, se depender do Sindilojas Porto Alegre, o comércio manterá as portas abertas. Em nota oficial, o sindicato disse que repudia a medida tomada pelos sindicatos e associações da polícia que sugestionaram a paralisação. “Vamos monitorar as lojas durante o dia. Em caso de problemas de segurança, vamos acionar a BM”, afirmou o presidente Paulo Kruse.

Ainda que nenhuma empresa tenha anunciado a paralisação do serviço, o funcionamento do transporte público permanece como uma incógnita. De acordo com o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Adair da Silva, a situação deverá ser avaliada na primeiras horas da manhã. Há possibilidade de muitos motoristas e cobradores não assumirem seus postos de trabalho. “Os trabalhadores estão se sentindo inseguros com policiamento, imagina sem”, argumentou o presidente. A paralisação também não foi cogitada pelos metroviários.