Geral

Serviços funcionam normalmente apesar de boato de greve

Com receio de paralisação, dirigentes de escolas de Porto Alegre cancelaram aulas

Apesar do anúncio que circulou nas redes socias de uma greve geral para esta segunda-feira, os serviços de transporte público, saúde, comércio, bancos e escolas privadas funcionam normalmente em Porto Alegre, confirmando que a informação era apenas um boato.

Na sede da Carris, no bairro Partenon, na zona Leste de Porto Alegre, os ônibus saíram da garagem nas primeiras horas da manhã. Não ocorreu paralisação ou operação-padrão prevista pela Comissão dos Rodoviários. O presidente da Comissão, Alceu Weber, informou que a categoria deverá participar da paralisação prevista para 11 de julho.

Nas paradas de ônibus da rua Albion e da avenida Ipiranga, a população chegou a temer que faltasse ônibus. O vigilante Douglas Andrade, morador da rua 9 de Junho, disse que procurou se informar sobre a circulação dos ônibus. “Cheguei mais cedo na parada. Caso não tivesse transporte buscaria outra opção”, explicou. A auxiliar administrativa Isabel Silveira, residente na avenida Bento Gonçalves, também buscou informações na Carris sobre a circulação dos coletivos. “Telefonei três vezes para o serviço de atendimento da empresa e me confirmaram que haveria ônibus”, destacou.

As centrais sindicais voltaram a reafirmar que a paralisação geral dos trabalhadores vai ocorrer no dia 11 de julho. O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT/RS), Claudir Nespolo, afirmou que a greve geral da próxima semana tem uma pauta de reivindicações definida. “Serão manifestações pelo fim do fator previdenciário, por um reajuste para aposentados, pela jornada de 40 horas semanais, transporte público de qualidade e mais investimentos em educação e saúde”, explicou.

Os servidores municipais da Capital e dos postos de saúde trabalham normalmente, de acordo com o Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa). Táxis, lotações e o trem metropolitano circulam normalmente. No comércio de rua das principais avenidas de Porto Alegre, como Assis Brasil, João Pessoa e Azenha e no Centro, as lojas funcionam normalmente e os primeiros clientes começaram a entrar nos estabelecimentos a partir das 9h. 

Escolas cancelam aulas

Em Porto Alegre, diversas escolas estaduais amanheceram fechadas. Os dirigentes das instituições Júlio de Castilhos (Praça Piratini), Inácio Montanha (avenida João Pessoa), Protásio Alves (avenida Ipiranga) e Instituto de Educação General Flores da Cunha (avenida Osvaldo Aranha) afixaram um comunicado na entrada dos prédios, com informações sobre o cancelamento das aulas. 

No colégio Júlio de Castilhos, um funcionário informou que na sexta-feira a direção da escola, com receio de que não tivesse transporte público, decidiu suspender as aulas. Segundo ele, a direção da escola adotou a medida preventivamente, para assegurar a integridade física dos alunos, uma vez que a região vem sendo alvo de depredações e atos de vandalismos nos últimos dias.

A Secretaria de Estado da Educação informou que não sabia o motivo da paralisação das aulas na rede pública estadual. Em nota, a secretaria esclareceu que a orientação à direção das escolas estaduais era para que o trabalho ocorresse normalmente. O documento alertava sobre o fato de que não existia nenhuma organização do sindicato ou das centrais sindicais chamando pela greve. A nota afirmava que uma chamada de Facebook não tem legitimidade para paralisar as atividades das escolas.

A única certeza era de que o dia de hoje deverá ser recuperado pelas escolas que decidiram cancelar as aulas inadvertidamente. Na rede privada de ensino, as aulas foram normais e a orientação do Sindicato dos Estabelecimentos do Ensino Privado no Estado do Rio Grande do Sul (Sinepe/RS) foi para que os pais levassem os filhos à escola. Na rede municipal de ensino, a prefeitura de Porto Alegre informou que as 96 escolas e creches funcionaram normalmente.

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