De acordo com os relatórios de vistoria e auditoria, as empresas que venceram, em 2010, os leilões de prestação de serviço para as unidades dos dois municípios cometeram uma série de irregularidades. "Em Alegrete, chegou a ser montada uma madeireira dentro do horto florestal, que retirou, beneficiou e vendeu 174 mil dormentes (peças de madeira), faturando indevidamente R$ 12 milhões", denunciou o secretário de Infraestrutura e Logística, Beto Albuquerque.
Segundo os documentos, houve retirada de materiais não previstos ou acima da quantidade determinada no edital de leilão; uso da área da estatal para a confecção de dormentes; uso não autorizado de madeiras utilizadas pela CEEE para confecção de postes, mortos e cruzetas. Foi identificada, até mesmo, a existência de uma serraria instalada dentro de um dos hortos, de onde saíam também materiais sem emissão de documento fiscal.
De imediato, por ordem do secretário, a CEEE rescindiu os contratos com as duas empresas e suspendeu por tempo indeterminado os demais contratos com outras prestadoras de serviço que atuavam nos hortos florestais. "Instauramos uma comissão de sindicância para apurar as responsabilidades, estamos preparando ações de reparação dos prejuízos e, diante do evidente cometimento de crime, vamos entregar, na próxima semana, os relatórios ao Ministério Público Estadual", afirmou Albuquerque.