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Servidores bloqueiam entrada Ministério da Fazenda em Porto Alegre

Categoria aguarda posição do governo federal sobre pauta de reivindicações

Manifestantes devem se reunir com outras categorias, no final da manhã desta terça-feira
Manifestantes devem se reunir com outras categorias, no final da manhã desta terça-feira Foto : André Ávila
Servidores federais em greve protestam, na manhã desta terça-feira, em frente ao prédio do Ministério da Fazenda, na Avenida Loureiro da Silva, em Porto Alegre. Representantes da Associação dos Servidores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Assufgrs) e do Sindicato dos Servidores da Previdência Social (Sindisprev) estão concentrados no pátio da instituição e impedem a entrada de funcionários do Ministério.

Uma das coordenadoras da Assufrgs, Bernadete Menezes, disse que a categoria aguarda posição do governo federal sobre a pauta de reivindicações. Ela afirmou ainda que a mobilização ocorre em apoio aos servidores estaduais. "Nossa principal reivindicação é que se cumpra a Constituição Federal e ela diz que o governo precisa rever todo o ano o nosso salário como qualquer trabalhador que tem data-base. Nós não temos isso garantido. O governo está nos oferecendo em quatro anos redução de salário, que representa 21% em quatro anos. Isto é uma vergonha e nós não iremos aceitar", afirmou.

Bernadete destacou que o governo não se coloca à disposição para realizar uma reunião com os servidores federais. "O governo não senta para conversar. Ele marca reunião e desmarca. Então nós queremos que as verbas para as universidades não seja cortadas. Eu trabalho na Ufrgs, que é umas melhores universidades do País e ela está dando aula no Parobé e no Paula Soares porque prédios de sala de aula estão interditados. Cortaram verba de custeio e cortaram verba de capital. Eles querem acabar com a universidade pública, como já estão acabando com o ensino de primeiro e segundo grau", acrescentou.

Os manifestantes devem se reunir com outras categorias, no final da manhã desta terça-feira no Largo Glênio Peres, no Centro de Porto Alegre. Uma assembleia geral unificada deve ser realizada pelos funcionários do Estado no começo da tarde.