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Servidores da Carris fazem vigília em protesto por demissões de cobradores

Delegado sindical não descarta paralisação de ônibus nesta terça-feira

Servidores da Carris fazem vigília em protesto por demissões de cobradores
Servidores da Carris fazem vigília em protesto por demissões de cobradores Foto : Mauro Scheafer
Cerca de 20 servidores da Carris realizam vigília durante desde a noite desta segunda-feira em frente à garagem da companhia, na rua Albion, zona Leste de Porto Alegre. O delegado sindical, Alceu Webber, relatou que a decisão dos servidores permanecerem mobilizados foi unânime e que não está descartada a paralisação das linhas de ônibus nesta terça-feira. "É uma mobilização que poderá culminar em paralisação", reforçou o representante do sindicato.

Mais cedo, o dirigente havia alertado a população para preparar "uma forma alternativa de transporte" para esta terça. A decisão, contudo, não é assegurada. Servidores em frente à garagem da Carris informaram que pretendem bloquear a saída dos ônibus ainda na madrugada desta terça.  

O protesto ocorre em represália a demissões por justa causa ocorridas nesta segunda-feira. Ao menos 42 cobradores devem ser dispensados pela companhia pública. O afastamento se dá por má utilização do sistema TRI, conforme a Carris, que atende 380 mil pessoas diariamente.

De acordo com Webber, a demissão dos servidores não atende aos "reais problemas" que enfrenta a empresa. "Não adianta pescar lambari onde tem tubarão. Estão tirando dinheiro de caminhão e mandam embora alguém de colherzinha", ironizou. "Sou parceiro dos órgãos competentes para fazer bem feito, senão é uma retaliação ao trabalhador", avaliou.

Fraude desviava até R$ 2 mil por cobrador, alega Carris

Em nota, a Carris confirmou ter dispensado cobradores que, segundo a companhia, fraudaram o sistema de bilhetagem eletrônica do transporte público. A ação ilegal é enquadrada como improbidade administrativa. A Carris vai encaminhar o caso ao conhecimento do Ministério Público Estadual, do Tribunal de Contas do Estado, da autoridade policial e promover, por meio da Procuradoria, uma ação de ressarcimento dos valores desviados. Alguns cobradores, segundo a empresa, desviaram até R$ 2 mil por mês.

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