Na nota, a categoria declarou apoio à direção da faculdade e defende o diretor Danilo Knijnik, alegando que sempre esteve aberto ao diálogo. Os alunos, por outro lado, dizem que não houve tentativa de conversa por parte da direção. Segundo eles, a Comissão de Negociação, formada por estudantes, professores e funcionários para tratar da ocupação, não apresentou avanço e nem propôs novas reuniões nos últimos dias.
Na última quarta-feira, o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE) da Ufrgs aceitou os recursos que pediam a anulação do concurso para professor na disciplina de Criminologia e Direito Penal da Faculdade de Direito. A pauta era a principal reivindicação dos ocupantes, que alegaram a ocorrência de irregularidades no certame. Agora, porém, eles garantem que só sairão da faculdade quando forem acordados três pontos: devolução de duas bolsas de extensão para o Centro Acadêmico André da Rocha (Caar), retiradas no início do ano; clareza na agenda pública do Salão Nobre da faculdade; e compromisso de não retaliação contra os alunos acampados nas salas da Direção.