No quarto dia de paralisação por reajuste salarial, servidores da Prefeitura de Porto Alegre bloqueiam os acessos à sede da Fundação de Assistência Social e Cidadania (Fasc), na avenida Ipiranga, próximo à rua Múcio Teixeira. Nenhum funcionário do prédio entrou desde o início da manhã desta sexta-feira, segundo os manifestantes. Eles anunciam que vão manter o piquete no local, ao menos, até o início da tarde.
A partir das 14h, o grupo deve se unir a outros municipários em manifestação no Paço Municipal, no Centro Histórico. A categoria decidiu ampliar a paralisação, que terminaria nessa quinta-feira, até a próxima terça-feira. Os servidores contestam a proposta da Prefeitura de reajustar os salários em parcelas até janeiro do próximo ano, quando outra gestão terá assumido o poder municipal. Na Fasc, os funcionários também reforçam que estão mobilizados por melhores condições de atendimento na área de assistência social.
A adesão de funcionários da fundação à greve chega a 80%, segundo a servidora Marilu Silveira Goulart. O protesto prejudica atendimento a crianças e adolescentes em vulnerabilidade social e moradores em situação de rua. Mesmo antes do bloqueio da sede, alguns Cras (Centros de Referência de Assistência Social) já estavam fechados, transferindo atendimentos a outras unidades. O número de funcionários também é reduzido em abrigos municipais e no Centro Pop, que realiza atividades de reinserção social da população de rua. A reportagem aguarda comunicado da Prefeitura sobre o número de locais afetados e orientações à população atendida.
A paralisação também afeta cerca de 60% das escolas municipais, parcial ou totalmente, segundo o Simpa (Sindicato dos Municipários de Porto Alegre). Nessa quinta, os grevistas chegaram a bloquear o acesso de caminhões de lixo à Estação de Transbordo do DMLU (Departamento Municipal de Limpeza Urbana) na Lomba do Pinheiro.
Após determinação judicial favorável à Prefeitura, os manifestantes deixaram o local por volta das 20h. Segundo o departamento, a coleta está sendo normalizada progressivamente com 15 caminhões extras, nesta sexta-feira. A previsão é de que o serviço reprimido seja finalizado até a manhã deste sábado.
Servidores da Fasc bloqueiam sede em Porto Alegre
Servidores municipais chegam ao quarto dia de paralisação