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Servidores da Fepam protestam contra falta de segurança

Prédio onde funcionam órgãos estaduais em Porto Alegre foi atingido por incêndio há cinco meses

Funcionários fazem protesto em frente sede da instituição
Funcionários fazem protesto em frente sede da instituição Foto : Arthur Puls / CP
Apesar da chuva e do frio, dezenas de funcionários da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) realizaram nesta segunda-feira um protesto em frente à sede da instituição, na rua Carlos Chagas, Centro de Porto Alegre. Com faixas, os servidores alertaram para a falta de segurança para trabalhar no prédio. Isso porque há cinco meses houve um incêndio no local, que atingiu dois andares.

No mesmo edifício estão instaladas as sedes da Fundação Estadual de Planejamento Metropolitano e Regional (Metroplan), Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs) e Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema).

Segundo o presidente do Sindicato dos Empregados em Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas e de Fundações Estaduais do Rio Grande do Sul (Semapi), Carlos Alberto Nunes dos Santos, o incêndio apenas acentuou os problemas estruturais do local. Ele lembrou que não há condições mínimas de segurança, como saídas de emergência e sinalização. Além disso, não há Plano de Prevenção Contra Incêndios (PPCI), que é obrigatório nas edificações.

O presidente do sindicato recordou que após o incêndio chegou-se à conclusão de que seria melhor que todas as sedes fossem transferidas. Porém, esse processo não avançou. “Nem as medidas mínimas para que continuassem no local foram feitas. É possível imaginar o pânico de se trabalhar num prédio assim em que pode haver um incêndio e alguém terá que descer 10 andares de escada?”, questionou ele, recordando que há mais de 700 trabalhadores no prédio e que diariamente há circulação de mais 500 pessoas. “Há um risco muito grande que o governo parece não querer ver. Um exemplo é a secretaria estadual da Educação (SEC), que funcionava aqui e foi transferida por falta de segurança”, afirmou. 

Segundo a assessoria de comunicação da Sema, o contrato de aluguel do Edifício União será assinado nessa semana, quando será definido um cronograma de mudança.

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