Segundo o vice-presidente do sindicato, Marco Antônio Azeredo, há três meses a categoria está buscando conversar com o governo sobre uma proposta de reposição. Porém, os encontros estão sendo constantemente prorrogados. “Estamos ampliando a pressão para conseguirmos chamar a atenção, já que os movimentos não estão surtindo efeitos”, afirmou.
Com faixas e carro de som, os profissionais alertaram que estão desde 2008 sem nenhuma correção salarial, o que gerou uma defasagem de cerca de 33% dos subsídios. “Neste ano, o governo passou a pagar subsídio e as correções atrasadas foram parceladas em três anos. Depois disso, nunca mais houve avanços”, destacou o vice-presidente.
Outra reivindicação envolve as melhorias nas condições de trabalho, em especial nos escritórios localizados nas regiões de fronteira. “Esses profissionais ficam praticamente abandonados. Há casos, como em São Borja, em que a fiscalização é feita do lado argentino. Funcionários chegaram a ser presos no país vizinho, em função de manifestação de caminhoneiros, que trancaram a passagem”, lembrou.
No país, existem mais de 30 mil auditores fiscais. Apenas na Delegacia de Porto Alegre são mil, entre pensionistas, ativos e inativos. Outra categoria que também promoveu paralisações foi a dos funcionários do Banco Central. Segundo o Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal), foi deflagrada na manhã desta quarta-feira greve de 24 horas. A exigência é similar a dos auditores fiscais, que pedem espaço para negociação com o governo federal.