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Servidores da saúde da Capital definem paralisação para o dia 10

Municipários protestaram em frente à Secretaria de Saúde por cumprimento de carga horária de 30 horas

Os trabalhadores da rede municipal de saúde de Porto Alegre decidiram, em assembleia-geral na noite desta quinta-feira, realizar uma paralisação no dia 10 de agosto. Eles reivindicam que uma norma de 2004 da Prefeitura, regulamentando a carga horária de 30 horas, vire lei. No mesmo dia, às 9h30min, mas ainda sem local definido, o grupo promove uma reunião conjunta entre os trabalhadores da saúde de níveis estadual, municipal e federal.

Na tarde desta quinta, os municipários realizaram um ato público de protesto em frente à sede da Secretaria Municipal de Saúde. Mais de 150 servidores participaram da manifestação. Representantes do movimento e da direção do Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (SIMPA) entregaram ao secretário municipal adjunto da Saúde, Marcelo Bósio, ofício com a reivindicação.

Os trabalhadores entraram no último dia 27, em estado de greve. Os municipários reclamam de uma suposta priorização na concessão de benefícios da prefeitura para os médicos. De acordo com o diretor administrativo do SIMPA, João Ezequiel, no inicio de julho os profissionais receberam um aumento de 21%, mais os 8,16% que todos os servidores ganharam e, ainda, uma Gratificação de Incentivo Médico (GIM), que varia de 45% para quem fizer 20h, 75% para quem trabalhar 30h e 100% para quem atuar 40 horas.

O prefeito José Fortunati foi procurado e informou que o caso está sendo tratado pelo secretário da Saúde, Carlos Casartelli. A assessoria de imprensa do Executivo informou que vai verificar a disponibilidade de ele ou o secretário de Governança, Cesar Busatto, falarem sobre o caso.

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