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Servidores da Saúde de Porto Alegre são preparados para atender haitianos

Grupo aprendeu a língua falada pela maioria da população do Haiti

Duas turmas estão em andamento e terminam em dezembro
Duas turmas estão em andamento e terminam em dezembro Foto : Cristine Rochol / PMPA / Divulgação / CP
Um grupo de 32 servidores da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) está aprendendo o idioma crioulo haitiano, língua falada pela maioria absoluta da população do Haiti. Com a chegada de muitos imigrantes do país caribenho, a prefeitura de Porto Alegre entendeu ser importante preparar as equipes de saúde para o atendimento aos novos usuários do sistema.

Por isso, a SMS criou o Projeto M´akeyiw lakay mwen, que em crioulo significa “Te acolho na minha casa”. Como o idioma é estranho aos brasileiros, a secretaria convidou dois haitianos que moram no Estado há mais tempo para ministrar as aulas. Alix Georges, professor de línguas que vive no RS há 10 anos, e Nadege Jacques, enfermeira e mestre em saúde coletiva pela UFRGS, são os responsáveis por ensinar os funcionários públicos.

“Temos centenas de haitianos sendo atendidos nas unidades básicas e nos hospitais do SUS aqui na Capital. O idioma é a principal barreira. Temos que nos comunicar bem com eles para compreender o problema de cada um e dar o melhor atendimento”, diz Fabiane Ninov, assessora comunitária da SMS e uma das coordenadoras do projeto.

O curso iniciou há três semanas e tem o término programado para o fim de dezembro. Para facilitar o aprendizado, haitianos, moradores da cidade, tem participado das aulas para ampliar a comunicação com os brasileiros. “Os haitianos ficaram emocionados ao ver enfermeiros, técnicos em enfermagem e médicos tentando falar o crioulo com eles. Esta prática deu um grande impulso às aulas”, relata Fabiane, salientando que até a música haitiana tem sido usada como método de aprendizado.

Duas turmas estão em andamento. Uma no Centro Humanístico Vida (av. Baltazar De Oliveira Garcia 2132, às terças e quintas) e outra no auditório do Pronto Atendimento Lomba do Pinheiro (Av. João de Oliveira Remião 5110, às segundas e quartas). As aulas acontecem das 16 às 18h.

“Este é um projeto inédito no Brasil, que fará toda diferença na qualidade do acolhimento para estas pessoas que continuam chegando, e precisam de ajuda para se integrar com dignidade na nossa comunidade”, salienta Elaine Soares, coordenadora da Área Técnica de Saúde da População Negra da SMS.