Segundo o presidente do Sindicato dos Profissionais de Enfermagem, Técnicos, Duchistas, Massagistas e Empregados em Hospitais e Casas de Saúde do Rio Grande do Sul (SindiSaúde-RS), Gilmar França, que liderou o movimento, o problema da superlotação é crônico e tem sobrecarregado os funcionários. “Em um espaço para 50 pacientes há o triplo. Isso compromete diretamente o serviço prestado”, afirmou.
No local, os servidores conversaram com pacientes sobre as dificuldades diárias no atendimento. Um dos pontos abordados é a preocupação em função da segurança, já que houve aumento de casos de pacientes que, revoltados com a demora, têm direcionado suas ações contra os servidores. “Aqui mesmo já foi palco desse tipo de situação, que é lastimável”, disse.
França destacou que o alerta da superlotação não serve apenas para o GHC, mas para toda a rede de saúde. Ele explicou que a mesma situação ocorre em outras emergências públicas, como no Complexo Hospitalar da Santa Casa e no São Lucas da PUCRS, e também privadas, citando o Hospital Ernesto Dornelles. “Muito se discute, mas poucas práticas são efetivadas. Há discurso e faltam soluções”, afirmou.
Em relação ao GHC, o presidente do sindicato aproveitou para parabenizar a iniciativa da direção do hospital em abrir uma nova ala para pacientes que precisam ficar em isolamento. Outra informação a ser comemorada é a criação de 300 leitos no Hospital Universitário da Ulbra, em Canoas, que dará suporte.
A mobilização deu a largada na pressão salarial. Isso porque apesar de a data base dos profissionais da saúde ser em abril, muitos hospitais não apresentaram suas propostas de reajuste. Assim, deverão ser organizadas ações nos hospitais Moinhos de Vento, Mãe de Deus, Ernesto Dornelles, São Lucas, Divina Providência e Clínicas.