O Comando Nacional deve acatar o que a maioria das assembleias de base aprovar em todo o País, ainda que, na sexta-feira, uma reunião em Brasília tenha culminado com o indicativo para que as associações encerrem o protesto.
Na quinta-feira, terminou sem avanços a reunião entre os servidores em greve e o Ministério do Planejamento. O governo federal descartou o reajuste além dos 15,8% dividido em três anos, a partir de 2013. A próxima reunião com a Fasubra e o Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe) foi agendada para esta quarta-feira.
O secretário de Relações do Trabalho, Sérgio Mendonça, confirmou que não há espaço para avançar no índice já oferecido. “É a oferta final do ponto de vista orçamentário, o governo precisa lidar com outras negociações”, justificou. Para ele, a proposta do governo é boa, por assegurar a cerca de 180 mil servidores a manutenção do poder de compra dos salários. Mendonça espera agora que os servidores “reconheçam o esforço feito pelo governo em um momento de conjuntura internacional bastante difícil” e aceitem a proposta.
O impacto estimado do reajuste oferecido pelo governo é de R$ 2,9 bilhões nos próximos três anos. Só para 2013, o custo deve chegar a R$ 670 milhões. A proposta inicial tinha custo extra projetado em R$ 1,7 bilhão na folha de pagamento.