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Servidores de Cachoeirinha decidem manter greve

Paralisação contra medidas de austeridade do governo municipal já dura 44 dias

Servidores de Cachoeirinha rejeitaram nesta terça-feira, em assembleia geral, a proposta da prefeitura do município de adiar o início da vigência de projetos de austeridade, aprovados em fevereiro, tendo como contrapartida o fim da greve.

Conforme o presidente do Sindicato dos Municipários, Guilherme Runge, a medida veio acompanhada do anúncio de manutenção do corte do ponto do mês de abril, o que a categoria não aceitou. “Já tivemos o ponto cortado em março, com a compensação prevista até o final do ano. É muito complicado deixar os servidores por dois meses sem salário”, defendeu.

A paralisação já dura 44 dias. Os funcionários municipais são contrários a medidas que extinguem benefícios, como o difícil acesso para localidades do interior, o vale-alimentação para servidores que recebem mais de R$ 5 mil por mês, a supressão de Funções Gratificadas (FGs). Além disso, querem reverter o corte de horas extras, a regularização do regime de plantão e as reduções do regime complementar e suplementar (RCS) e da hora-atividade no magistério. Conforme o Sindicato, o corte desses recursos vai reduzir de 20% a 25% o salário dos trabalhadores.

A proposta do Município, de adiar por mais 60 dias o início da vigência desses projetos surgiu em uma reunião entre servidores municipais, Delegacia Regional do Trabalho (DRT) e Ministério Público do Trabalho (MPT), na quinta-feira passada. Na ocasião, os municipários denunciaram que as votações dos projetos do Executivo foram ilegais por terem descumprido o Regimento Interno da Câmara de Vereadores.

Nesta quarta-feira, o Sindicato entrega um documento à Prefeitura explicando a decisão e solicitando uma reunião com o prefeito Miki Breier. A reportagem não obteve retorno do Executivo de Cachoeirinha até o momento.