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Servidores de outras categorias apoiam manifestação de policiais civis em Porto Alegre

Grupo interrompeu trânsito na avenida Ipiranga por diversas vezes pela manhã

Servidores trancaram o trânsito na avenida Ipiranga
Servidores trancaram o trânsito na avenida Ipiranga Foto : Alvaro Grohmann / Especial / CP
 Servidores públicos de outras categorias prestaram apoio aos policiais civis acampados em frente do Palácio da Polícia, no cruzamento das avenidas Ipiranga e João Pessoa, em Porto Alegre, na manhã desta quarta-feira. O enorme grupo que se formou com faixas e cartazes promoveu uma manifestação no local, sendo interrompido momentaneamente o trânsito na Ipiranga por diversas vezes.

O presidente da Ugeirm Sindicato, Isaac Ortiz, anunciou que os policiais civis querem prosseguir com a paralisação mesmo após o encerramento da mobilização conforme estava previsto. “A adesão é muito forte. Não teve uma delegacia que não parou”, afirmou, reiterando que somente os casos graves estão sendo atendidos. Investigações, operações, capturas, registro de ocorrências simples, entre outras, permanecem suspensas.

A orientação da Ugeirm Sindicato para que os policiais civis não se inscrevam na operação Verão 2015-2016 está mantida. De acordo com Isaac Ortiz, a primeira etapa de inscrição é sempre opcional e, diante do baixo número de inscritos, é feita a convocação obrigatória por parte da corporação. “A convocação exige que as diárias sejam pagas antecipadamente e não depois”, observou.

Nas edições anteriores, lembrou, ocorreu o atraso no pagamento das diárias e os agentes gastaram o próprio dinheiro para se manterem no Litoral. Além disso, alertou, provavelmente os servidores não receberão o pagamento do 13º salário na data programada. O sobreaviso, sem remuneração, também começa a ser contestado.

Isaac Ortiz lembrou também que nesta quinta-feira as atenções se voltam para a audiência pública que será realizada na Assembleia Legislativa para tratar do projeto de lei número 206. Conforme o presidente da Ugeirm Sindicato, a PL 206 congela os vencimentos do funcionalismo e não permite que sejam contratados ou nomeados novos servidores. Ele adverte que a Polícia Civil já tem defasagem de pessoal e a medida deve agravar ainda mais a situação.