Eram 15h06min quando o toque de alerta soou. Telefonemas aos serviços de emergência do Corpo de Bombeiros (193), SAMU (192), Brigada Militar (190) e EPTC (118) iniciaram a ação de socorro. Enquanto as primeiras pessoas cruzavam a porta da Secretaria de Educação para a segurança do pátio, as sirenes dos caminhões de bombeiros e das ambulâncias eram escutadas ao largo.
Às 15h10min, dois caminhões-tanque da Corporação estacionaram na frente do prédio cujas chamas simuladas partiam do quarto pavimento. Um minuto depois, os bombeiros cruzavam a porta de entrada para iniciar o resgate, o qual seria dado por encerrado às 15h32min.
Problema na montagem das barracas
Para o titular da SARH, secretário Alessandro Barcellos, o exercício valeu como primeira experiência para os servidores e terá função importante para avaliações e aprimoramento das práticas. “A simulação não é obrigação, mas resolvemos integrar o exercício ao nosso Plano de Prevenção (PPCI) para que ele seja mais eficiente”, explicou.
A única falha evidente no simulado ocorreu na tentativa de montar-se barracas para proteção de feridos e profissionais na área de triagem médica e primeiros socorros. Emergencistas tentaram montar os toldos com hastes de metal, mas não conseguiram fazê-lo antes da chegada dos lesionados. Diante da demanda mais importante, desistiu-se da montagem.
Em 9 de julho, a Justiça do Estado interditou o CAFF pela falta do PPCI. A reabertura ocorreu um dia depois, mediante recurso do governo estadual ao Judiciário. O Piratini garante que a edificação possui condições regulares e a SARH assegura que o PCCI do CAFF está habilitado pelo Corpo de Bombeiros.