De acordo com diretor sindical da Associação dos Servidores do Grupo Hospitalar Conceição (ASERGHC), Gilson Ricardo dos Santos, os usuários que sofrem diariamente na fila das emergências precisam saber o que está acontecendo. “A culpa pelo caos tem um nome: os governos federais e estaduais que não repassam os recursos para a saúde previstos na Constituição”, apontou.
Segundo Santos, as prefeituras cumprem, mas o montante é insuficiente frente à demanda. “Os investimentos na área da saúde representaram em 2010 apenas 3,91% da rubrica da saúde no orçamento total da União executado, e que foi de R$ 1,4 trilhão”, frisou. Santos disse que o percentual está muito aquém dos 10% garantidos pela Constituição.
Reajuste
Os trabalhadores do GHC ainda não fecharam a convenção coletiva de trabalho. A categoria reivindica reajuste salarial de 5,54% e a concessão de vale-alimentação. Também exige o “fim do loteamento político de cargos gerenciais na instituição”. “Atualmente, o que conta para a escolha é o partido no qual a pessoa é filiada. O grupo tem excelentes funcionários no seu corpo técnico que poderiam ocupar estes postos”, salientou.
Os empregados ainda desejam o fim das terceirizações de serviços e dos contratos emergenciais. “Pessoas que aguardam para ser nomeadas via concurso público esperam até a seleção perder a validade”, observou Santos.