Ao menos 50 servidores do Departamento Estadual de Trânsito do Rio Grande do Sul (Detran) realizaram na manhã desta segunda-feira uma manifestação em frente ao Palácio Piratini, no Centro de Porto Alegre, pressionar o governo pela continuidade da negociação sobre a reestruturação do órgão e maior valorização dos funcionários.
O presidente do Sindicato dos Funcionários do Detran (Sindet), Maximillian Gomes, confirmou que existe a possibilidade de uma ação na Justiça caso o corte dos pontos seja confirmado. "É importante dizer que é totalmente desproporcional essa medida do governo, quando estamos diante de um cenário em que não foi apresentada nenhuma possibilidade de negociação relação aos pleitos que defendemos", afirmou em entrevista à Rádio Guaíba. "Estamos monitorando essa situação e, se for necessário, vamos ingressar com uma ação para reverter esse processo", acrescentou.
O servidores do Detran entraram na terceira semana de mobilização e ao menos 20 mil exames teóricos e práticos estão atrasados no Rio Grande do Sul. A retirada de veículos apreendidos é um serviço feito por um entende credenciado ao Detran, mas muitas vezes depende de uma avaliação técnica de um funcionário.
O Piratini sustenta ter “chegado ao limite das possibilidades de composição”, e que espera “o fim da greve e o retorno à atividade dos servidores, para que possam ser tomadas medidas em conjunto para o atendimento das demandas dos servidores, dentro das efetivas possibilidades do Poder Executivo Estadual”.
A fiscalização de trânsito, apesar de não contar com os servidores do Detran, vem sendo realizada pela Brigada Militar e agentes municipais de fiscalização durante o período de greve.
Servidores do Detran pressionam por negociação com governo
Greve de funcionários já dura mais de 11 dias