A greve, iniciada nessa quinta-feira, visa sensibilizar o governo a pagar o reajuste já acordado de 28% em duas parcelas até 2013, e não em cinco até 2014, como quer o Estado. Com a greve, todos os serviços do órgão estão paralisados, inclusive os cerca de 3 mil exames teóricos e práticos de direção.
Para amenizar os efeitos da paralisação, a direção da autarquia pretende realocar parte dos funcionários, conforme o diretor-presidente do Detran no Estado, Alessandro Barcellos. “Estamos em processo de avaliação do impacto sobre os exames práticos e teóricos e da adesão dos servidores dessa área à greve para analisar quantos servidores poderão ser deslocados a fim de que a população não seja prejudicada."
Os candidatos que não puderem fazer provas em razão da falta de examinador poderão reagendar as avaliações junto aos Centros de Formação de Condutores (CFCs).
O Detran prepara para esta sexta um levantamento sobre o número total de servidores que aderiram à greve. Enquanto os sindicalistas afirmam que a adesão é quase integral entre os servidores, Barcellos projeta que somente 10% dos serviços sejam afetados com a greve.