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Servidores do Estado organizam panelaço por plano de carreira

Manifestação ocorreu em frente ao Palácio Piratini, no Centro de Porto Alegre

Servidores realizaram um panelaço para reivindicar plano de carreira
Servidores realizaram um panelaço para reivindicar plano de carreira Foto : Vinícius Roratto
Servidores do Rio Grande do Sul aproveitaram a última reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social do Estado (Conselhão), no Palácio Piratini, no Centro de Porto Alegre, para realizar um “panelaço”. A mobilização ocorreu na manhã desta terça-feira e buscou chamar a atenção dos conselheiros e do governo para as dificuldades enfrentadas pelos servidores. Liderados pelo Sindicato dos Servidores Públicos do Estado (Sindsepe/RS), eles reivindicam, principalmente, a criação pelo Plano de Carreira com isonomia e correção das distorções salariais e funcionais. Os funcionários entregaram uma carta com as propostas aos conselheiros e aos deputados estaduais.

Segundo o presidente do Sindsepe, Cláudio Augustin, os trabalhadores, que são divididos em quadro geral e técnicos, realizarão no dia 7 de dezembro, às 10h, no Salão da Igreja Pompeia, uma Assembleia Geral para discutir novas ações de mobilização. Ele lembrou que até o momento todas as propostas apresentadas pelo Executivo representam retrocesso nas negociações.

Um exemplo é que, segundo ele, o governo não quer conceder o segundo nível de qualificação (quando um servidores se forma em curso superior ao que ingressou) como um benefício incorporado, mas sim transformá-lo em uma gratificação. Assim, ele não incide sobre as demais vantagens e nem atinge os aposentados. “Estamos fazendo o panelaço para mostrar que o governo não está preocupado com o servidores e nem com os serviços públicos”, afirmou o presidente do Sindicato. Entre outras reivindicações, trabalhadores pedem a união dos dois quadros (técnico e geral) e depois o estabelecimento de planos de carreira, que representam o crescimento e também regula e restringe a quantidade de Cargos em Comissão (CCs). “Atualmente há 51 quadros de funcionários no Estado, sendo que em muitos casos existem profissionais que exercem funções praticamente similares, mas que têm vencimentos e carga horária diferenciada. Isso cria um caos e compromete o serviço público”, afirmou ele.

O governo do Estado negocia com as categorias propostas de reajuste. Na segunda, os técnicos-científicos rejeitaram proposta do governo de 16% em duas parcelas, sendo 6% em março e6% em outubro de 2013 e 4% em julho de 2014. Nova reunião ocorrerá no dia 5 de dezembro. Já o servidores do quadro geral aguardam um proposta do Executivo até o dia 7 de dezembro, quando ocorrerá a Assembleia-geral.


Servidores organizaram um panelaço em frente ao Palácio Piratini / Foto: Vinícius Roratto

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