Conforme a legislação trabalhista, a insalubridade de 40% é concedida em casos de exposição a doenças infectocontagiosas. Segundo levantamento do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), em menos de um ano, dois servidores da radiologia contraíram tuberculose no HPS. “A medida que o paciente entra no hospital, não sabemos nada sobre sua saúde, e nós todos o atendemos com a maior urgência possível. Ou seja, todas as pessoas estão sob risco, à medida que chegam pacientes fraturados, sangrando, e eles são atendidos imediatamente", explicou a radiologista do HPS Fabiane Lorenzoni Sesti.
A categoria pressiona a Prefeitura da Capital para discutir a retirada da portaria. A entidade espera realizar audiência pública até esta sexta-feira. Caso não haja uma reversão, a diretora do Simers, Clarissa Bassin, teme que os servidores abandonem os postos de trabalho.
Segundo levantamento do Simers, cerca de 350 médicos atuam em ambas as unidades. “Não houve nenhum movimento em relação à paralisação, pois a categoria acredita na sensibilidade do prefeito. Porém, a prefeitura pode lidar brevemente com a saída destes profissionais que têm sido um movimento de evasão do serviço público”, ressaltou Clarissa.
A portaria tem como base um laudo, emitido pelo Executivo Municipal em agosto de 2011. Se a medida for mantida, os servidores que reberam a gratificação terão que devolver o dinheiro repassado.