Além disso, os trabalhadores ressaltam a posição do tribunal em não aprovar a jornada de trabalho de sete horas, plano de carreira e calendário de recuperação das perdas salariais. Segundo o diretor do Sindicato dos Servidores da Justiça do Rio Grande do Sul (Sindjus/RS), Valter Assis Macedo, mais de 20 estados já adotaram o modelo de trabalho de 20 horas e ficou constatado que não há prejuízos financeiros à instituição. Além disso, ele lembrou que a proposta de plano de carreira apresentada pela administração do TJ não atende às reivindicações da categoria, que é de valorização dos profissionais. A expectativa é de que a direção do tribunal apresente nova proposta.
Os servidores questionam ainda o fato de que foram concedidos benefícios aos magistrados. Entre eles, estavam o auxílio moradia retroativo a 1994 para alguns integrantes; aumento no valor da substituição retroativo a 2009; e projetos que somam reajuste de 20% que estão em tramitação no Congresso Nacional. “Enquanto isso, a nossa categoria fica sem nada. É por isso que queremos que o governo negocie conosco também”, afirmou.
Outra manifestação foi promovida pelo Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário Federal do RS (Sintrajufe/RS), que deu início a uma greve de 48 horas nesta quarta-feira. A intenção é voltar as atenções para a Justiça Eleitoral, em função do final do prazo para o registro das candidaturas para as eleições municipais.
A categoria quer pressionar o governo federal a negociar reajuste salarial, que não ocorre desde 2006. O ato visa a garantir a aprovação do projeto, que está em análise na Câmara dos Deputados desde 2010, que equipara a remuneração dos servidores do Judiciário Federal da recebida por carreiras análogas.