O diretor do Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário Federal no Rio Grande do Sul (Sintrajufe-RS), Ruy Almeida,revela que a paralisação ocorre em mais de 40 cidades gaúchas. Segundo ele, a adesão varia entre os trabalhadores das justiças do Trabalho, Federal, Eleitoral e Militar. Na Justiça do Trabalho, mais afetada, em alguns locais a paralisação atinge 70% da categoria.
Almeida ressaltou que entre os serviços prejudicados estão atendimento ao público, com restrição no horário de atendimento, por exemplo, além da suspensão de prazos processuais, atrasos no cumprimento de notificações e mandados judiciais.
Os trabalhadores estão em campanha salarial unificada com as categorias do Executivo Federal desde janeiro. Eles pedem data-base, negociação coletiva e reposição das perdas. Somente no Judiciário, as perdas salariais, nos últimos anos, atingem 41%, conforme o Sintrajufe-RS.
Os servidores são contrários ainda à PEC 59/13, que dá ao Supremo Tribunal Federal (STF) poder de criar o estatuto de todos os trabalhadores dos judiciários Estadual e Federal. Com isso, eles podem ser incluídos em uma carreira única, o que, segundo o Sintrajufe, dá carta branca ao Supremo para a retirada de direitos de ambas as categorias.
Uma caravana foi a Brasília tentar convencer os senadores a barrar o projeto. Também há tentativa de negociação com o STF para reposição salarial. A categoria está em greve também nos estados da Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo.