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Servidores do Judiciário protestam em frente ao Palácio do Planalto

Manifestantes reivindicavam sanção do PL que reajusta salário da categoria

Servidores do Judiciário fazem manifestação em frente ao Palácio do Planalto
Servidores do Judiciário fazem manifestação em frente ao Palácio do Planalto Foto : Marcelo Camargo / Agência Brasil / Divulgação / CP
Servidores do Judiciário começaram a se reunir em frente ao Palácio do Planalto por volta das 10h desta terça-feira. Assim como têm feito em várias manifestações, houve buzinaço e os funcionários usaram cornetas para reivindicar à presidente Dilma Rousseff a sanção do projeto de lei (PL) que reajusta o salário da categoria entre 53% e 78,56%, dependendo da classe e do padrão do servidor. A presidente tem até o final de hoje para decidir a questão.

A Polícia Militar fez um cordão de isolamento, para impedir que os servidores ocupem a pista em frente ao Palácio do Planalto. De acordo com a Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal e do Ministério Público da União (Fenajufe), está previsto um ato, a partir das 15h, na Praça dos Três Poderes, seguido de uma vigília que deve durar até a manhã desta quarta-feira. Os servidores, em greve desde o dia 9 de junho, têm feito várias manifestações em prol do reajuste, mesmo antes da votação no Congresso.

Autoridades do governo já sinalizaram que o reajuste deve ser vetado pela presidenta Dilma. Nessa segunda-feira, o ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Nelson Barbosa, declarou que uma sanção fugiria do ajuste fiscal praticado pelo governo, mas não fechou as portas para conversas com a categoria. “O reajuste do Judiciário não se diz compatível com o ajuste fiscal. A tendência é vetar, mas independentemente dessa decisão, continuamos fazendo as negociações”.

Nessa quinta-feira, em um dos atos em frente ao Palácio do Planalto, o coordenador-geral do Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário do Distrito Federal (Sindijus), José Alves, disse que há uma mobilização para que os parlamentares derrubem um provável veto. “Caso haja o veto, já estamos com um grupo de servidores dentro do Congresso Nacional coletando assinaturas. Até o momento, temos 302 assinaturas de deputados e 45 de senadores solicitando a sanção ao governo”.